domingo, 17 de maio de 2020

O "milagre” de Apoquindo uma história para contar para os netos.


O dia de hoje não é só mais um na vida de um Athleticano mas também é um dia especial,simplesmente por que em uma data como essa a três anos atrás em 2017 em Santiago no Chile acontecia uma das histórias mais improváveis do futebol onde nem o mais otimista rubro negro esperava que fosse de tal forma.Nessa data o furacão pisava no gramado do estádio San Carlos de Apoquindo em busca de uma classificação épica e que poucos acreditavam,mas mais inacreditável mesmo foi a maneira que ela viria a acontecer tão incrível que a partida já pode ser considerada uma história daquelas que se passa de geração para geração a tipica história de contar para os netos.

Turbulências e resultados negativos antecediam a partida.

Antes de começar contar a história do jogo em si é bom relembrar o que se passava no furacão até o dia desse jogo marcante,na ocasião o furacão vivia um momento de plena desconfiança de seu torcedor e uma grande pressão sobre o elenco que não vinha correspondendo até então na temporada,além disso o técnico Paulo Autuori se via pressionado no comando da equipe.Na Libertadores de 2017 o furacão havia estreado contra o próprio Universidad Católica na Arena da Baixada,abriu um clássico dois a zero porém caiu de rendimento e cedeu o empate.Na segunda partida o rubro negro conseguiu um resultado importante fora de casa com uma vitória por 1a0 contra o San Lorenzo jogando no Nuevo Gasometro em Bueno Aires com gol de Lucho Gonzalez resultado que amenizava o memento de pressão.

Porém no reencontro com os argentinos em casa,tudo foi um desastre um jogo apático da equipe rubro negra combinou um uma pesada derrota por três a zero o que fez a pressão aumentar de vez,e deixou o furacão em situação delicada no grupo obrigando o time a vencer o Católica em Santiago no Chile para avançar as oitavas de final.Pensando nessa situação o técnico Paulo Autuori optou por mandar uma equipe "alternativa"para a estréia no Campeonato Brasileiro diante do Bahia em Salvador e o resultado disso?o furacão até inciou bem abrindo o placar com gol do estreante Guilherme porém o que vinha pela frente era terrível,uma virada e uma fatídica goleada de seis a dois do time baiano o fez a torcida rubro negra ficar ainda sem esperança mesmo sendo uma equipe alternativa que levou a goleada.

Das desconfiança ao "milagre" o dia que Apoquindo parou.

Finalmente a noite de 17 de maio de 2017 chegou,e o ar de decisão tomava conta da torcida rubro,tanto os que estava em Curitiba em suas casas ou bares tanto os poucos athleticanos que foram até Santiago apoiar o furacão.Para a partida o técnico Paulo Autuori basicamente havia mandando a campo o mesmo time que tinha sido derrotado pelo San Lorenzo com a seguinte formação:Weverton;Jonathan,Paulo André,Wanderson e Sidcley;Otávio,Rossetto e Lucho;Nikão,Pablo e Grafite.

Quando a bola começou a rolar a rolar o furacão tentava ter a iniciativa do jogo mas esbarrava na defesa do time da que aos poucos chegava com perigo,e assustava a meta do goleiro Weverton.Entre momentos bons e ruins na partida as coisas se complicaram aos 35 do primeiro após um chute de "bico"de Santiago Silva indefensável para Weverton.Em desvantagem em pressionado assim iria o furacão para o vestiário para se reencontrar e buscar uma virada e uma classificação histórica.



O banco de reservas mais decisivo da história.

O Athletico volta para a segunda etapa sem mudanças e precisando do resultado para não ficar de fora,porém aos 17 minutos a história começou a acontecer Paulo Autuori chama Carlos Alberto para a vaga de Lucho González e não demorou muito aos 20 minutos para Grafite deixar o campo  edar lugar a Eduardo Da Silva.O furacão ganha vida aos 30 minutos quando Pablo(que logo dará lugar a Douglas Coutinho) cruza da esquerda para cabeceio sútil de Eduardo da Silva sem chances para Tosseli tudo igual.



37 do segundo tempo:A arrancada improvável de Douglas Coutinho.

Nesse momento do jogo surgiu algo de alguém que pouco se esperava até então,Douglas Coutinho sempre muito contestado pela torcida aproveitou o momento de descuido da defesa chilena,e arrancou em velocidade do meio de campo sem marcação até chegar na área e finalizar rasteiro sem chance para Tosseli,era a virada do furacão em Apoquindo para delírio da torcida rubro negra.Porém a festa durou pouco e aos 39 Noir acertava um boma de fora da área sem chances para Weverton e novamente empatava o jogo e deixava o furacão de fora da Liberadores.


41 do segundo tempo Carlos Alberto marca e o "milagre"acontece.

Aos 41 do segundo o que poucos se ousavam a apostar veio a acontecer,o jogo era eletrizante e o furacão tomou a posse de bola e partiu para o ataque,Jonathan recebe na direita inverte para Carlos Alberto que serve Eduardo da Silva,que novamente devolve a bola para Carlos Alberto que de fora d área acerta um chute colocado,e histórico em Santiago na gaveta sem chances para Tosseli,e assim sacramentando o resultado e uma classificação que poucos imaginavam na ocasião.Após isso a campanha do furacão não durou muito é verdade porém a noite de 17 de maio de 2017 jamais será esquecida.


Ficha técnica do jogo.


UNIVERSIDAD CATÓLICA 2 X 3 ATLÉTICO PARANAENSE
Local: Estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago (Chile)
Data: 17 de maio de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Jonathan Fuentes (Uruguai)
Assistentes: Miguel Nievas (Uruguai) e Gabriel Popovits (Uruguai)
Cartões amarelos: Santiago Silva, Espinosa e Buonanotte (Universidad); Nikão (Atlético-PR)
Cartão vermelho: Wanderson (Atlético-PR)
Gols
UNIVERSIDAD CATÓLICA: Santiago Silva, aos 35 minutos do primeiro tempo e Noir, aos 39 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-PR: Eduardo da Silva, aos 30 minutos, Douglas Coutinho, aos 37 minutos, e Carlos Alberto, aos 41 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-PR: Weverton; Jonathan, Paulo André, Wanderson e Sidcley; Otávio, Matheus Rossetto e Lucho González (Carlos Alberto); Nikão, Pablo (Douglas Coutinho) e Grafite (Eduardo da Silva)
Técnico: Paulo Autuori
UNIVERSIDAD CATÓLICA: Toselli, Magnasco, Kuscevic, Parot, Maripan; Manzano (Gutiérrez), Espinosa, Noir, Fuenzalida (Cordero)e Buonanotte e Santiago Silva
Técnico: Mario Salas
Veja o melhores momentos da partida.

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